Venezuela aponta plano desestabilizador da direita de Miami

Venezuela aponta plano desestabilizador da direita de Miami

 

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro denunciou que a expulsão de Lívia Acosta Noguera, consulesa de seu país em Miami (Estados Unidos), ocorrida no último domingo (08/01), faz parte de um plano de desestabilização política organizada por venezuelanos residentes na cidade.

 

Os Estados Unidos expulsaram Lívia de Miami na semana passada, depois da transmissão de um documentário, pela rede de TV Univisión, opositora a Chávez, que a acusa de organizar ataques cibernéticos contra computadores do governo norte-americano associada a agentes secretos de Cuba e Irã. Em razão da ação de Washington, Caracas anunciou o fechamento de seus serviços diplomáticos na Flórida.

 

“Temos recebido ameaças há várias semanas de setores violentos vinculado ao terrorismo em Miami. Todos precisam saber que, nesta cidade, um conjunto de organizações de venezuelano refugiados da justiça comemorou essa decisão (de expulsão)”, afirmou o chanceler em entrevista à rede multiestatal Telesur. Maduro, que está na Cidade da Guatemala para a posse do novo presidente Otto Pérez Molina, disse que a consulesa estava recebendo ameaças.

 

Maduro enfatizou que o governo venezuelano repudiou a decisão ao que considera “uma agressão contra o país e, particularmente, contra uma mulher venezuelana profissional, que nada mais fazia do que exercer seu trabalho na chefia do consulado na cidade”.

 

Segundo Maduro, a expulsão de Lívia Acosta não tem explicação e é absolutamente desproporcionada, pois se baseou unicamente em um documentário o qual classificou de “lixo” veiculado pela Univisión.

 

Os funcionários da sede diplomática estão de retorno ao país e devem ser realocados para outros serviços consulares em território norte-americano, como em Houston, Nova York, Chicago, Boston e São Francisco.

 

“Maiameiros”

 

Durante o ato em que anunciou o fechamento do estabelecimento diplomático, Chávez disse que o serviço de Inteligência venezuelano já tinha informações da decisão de Washington. Por essa razão, Lívia já estava em território venezuelano desde dezembro e não regressaria à cidade por razões de segurança.

 

Segundo Chávez, Lívia foi acusada “não sei de quantas coisas pelo governo dos Estados Unidos e, sobretudo, por setores da ultradireita “maiameira”, incluindo os não poucos venezuelanos que lá vivem. São contra-revolucionários. Não todos, mas um grupinho deles”, protestou o presidente.

 

Fonte: Opera Mundi

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173345&id_secao=7

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