AUDIÊNCIA PÚBLICA NO ES A FERRO E FOGO
AUDIÊNCIA PÚBLICA NO ES A FERRO E FOGO
Audiência pública da VALE, em Anchieta, foi marcado por tumulto e intervenção dos movimentos sociais de todo o Estado, por diversas vezes a audiência foi paralisada.
Com faixas, vaias, e intervenções diretas de dezenas de pessoas ligados aos movimentos: ambientalista, estudantil, de pescadores, de camponeses, de catadores de caranguejos, de igreja, indigenista, sindical, central sindical, comunidades afetadas, e da federação das associações de moradores do estado, a audiência pública transcorreu sem respostas na maioria das perguntas.
Ilegalidade foi a marca demonstrada do processo de licenciamento ambiental na audiência, mesmo sem cumprir um etapa do licenciamento, que é a abertura de prazo para a sociedade fazer as devidas contribuições ao termo de referência do estudo ambiental, como determina o decreto estadual 1777/2007, o processo prosseguiu, mas houve pedido de cumprimento da legislação protocolado no Ministério Público Estadual, assim como o pedido de anulação da ANUÊNCIA, dada pela prefeitura de Anchieta, pois o local proposto pela Vale para construção da siderúrgica é o mesmo do projeto siderúrgico anterior da chinesa Baosteel/Vale, que é de propriedade de moradores de descendência indígena de Chapada do Á.
O Órgão ambiental – IEMA, que vem “tocando” irregularmente o licenciamento ambiental da VALE no Espírito Santo, atuou com total apoio ao projeto siderúrgica, colocando abertamente e previamente como já licenciado, fato segunda as entidades acarretado pelo pedido político do governador do estado, Paulo Hartung.
A falta de isenção estatal para conduzir o processo de licenciamento revoltou quem participava imparcialmente, muitos denunciaram isso publicamente ao microfone, diversos representantes alegaram muita proximidade do projeto com o litoral e que a poluição atmosfera, caso fosse instalada o mega empreendimento, traria diversos problemas à saúde dos moradores dos municípios de AnchietaPiúma e Guaraparí – como está ocorrendo no Rio de Janeiro – deixaria sem água Guaraparí e Anchieta, comprometeria grandiosamente o turismo, traria inchaço populacional e subseqüentes impactos na infra-estrutura das áreas urbanas, além do impacto na pesca e na agricultura familiar.
As promessas de empregos temporários na construção, que pode chegar a 31 mil no pico, assim como no Rio de janeiro, não convenceram a sociedade, pois posteriormente serão demitidos e aumentará o numero de desempregados e engrossará a criação de bairros irregulares, a insegurança e contribuirá para o aumento de droga em toda região.
Fonte: www.anchietatransparente.com.br
FONTE: http://www.justicanostrilhos.org/nota/563